Nu de Espada


Procuras em mim o guerreiro que lês nos teus romances
Queres que seja forte, imortal, belo e sedutor
Precisas que, na tua ilusão, te salve todas a vezes
Que em perigo te pões, sem nunca ligares à dor

Queres que guarde a tua alma
Fique de guarda ao teu destino
Sempre atento na manhã calma
Um sentinela feroz e felino

Necessitas de mim nu e inocente
Com a armadura da minha pureza
Ser o teu salvador reluzente
Que te transporta com força e destreza

Pois bem, estou sempre aqui
Nu de espada para ti
Serei sempre o teu guerreiro, o teu amado
Que te salvará do teu triste fado

Juntos seremos no infinito apenas um
Numa aventura eterna e nua
Não temeremos inimigo algum
A minha espada nua será, com amor, tua…

Silencio


Silêncio cruel que me matas o ser
Ter vida sem a ter
Não falar sem perder o estar
Silêncio cruel que cegas o luar

Silêncio cruel que me domina
Perturba a alma e me fascina
Quero matar-te com um grito puro
Silêncio cruel que crias o coração duro

Silêncio cruel que me afundas
Recordas-me cicatrizes profundas
És o pior do meu ser
Silêncio cruel que sem ti não sei viver

Pelo menos tentamos


Acabou…quando te disse esta palavra choraste
Os teus olhos de cristal cresceram com as lágrimas luzidias
Encostaste ao chão, tremeste e de raiva gritaste
Gritaste que não me querias ouvir, mas sabias que as palavras não eram frias

Podia-te dizer muitas mentiras tolas (…mas não digo)
Que a culpa era toda minha e não tua (…e é toda minha)
Que ficarei teu amigo (…e tu bem sabes que não fico)
Que teria outro amor (…mas sabes que só a ti te tinha)

Mas só te disse, sem mentir e sem desencanto
Acabou…mas pelo menos tentamos

A paixão foi quente e arrebatadora, rápida e sem demora
Iludiste-te com a sinceridade da minha calma, com a frágil luz da minha alma
Com os meus gestos cuidados e os toques carinhosos
Com a minha voz colocada e os meus suspiros afectuosos

E agora, foi com ela que ouviste, o que te feriu como uma lança maldita
Acabou…mas pelo menos tentamos

Disse-te que tinha cicatrizes tatuadas na minha alma ferida
Que nunca seria teu para ficar, como nunca serei único e meu
E tu aceitaste, na ilusão de me curares e me dares guarida
De curares os meus males e tornares o meu coração o teu

Fizeste tudo e foi bonito, mas sem perdão ouves o clamor do fim
Acabou, mas pelo menos tentamos

Reflexo solitário

Tenho medo…
Olho para mim sem cor e fico desolado e em terror,
Não sou belo nem bonito, olho para o meu rosto e grito,
Quero sair daqui, deste medo… fugir de ti, de mim, saltar do penedo,
Estou feio e vergonhoso, triste e não fogoso…

Tenho medo…
Olho o espelho embaciado, vejo um rosto sujo e carregado,
Um reflexo que me diz, és triste e quiçá infeliz,
Detesto-me sem piedade, sou um derrotado sem verdade,
Apago a luz e choro sozinho, lágrimas tontas que caem no caminho…

Tenho medo…
Um negro manto cai sobre meus ombros,
solidão pesada que me desfaz em escombros,
grito para o espelho que nada responde,
pergunto-lhe o que tão sombrio me esconde…

Tenho medo…
Vejo aquele pateta triste e desolado,
que chora ao ver-se só e em pecado,
geme baixinho com a sua dor,
só quer crescer e encontrar o amor…

Tenho medo de não encontrar o amor
de sozinho olhar sempre o espelho e desesperar na dor…
Tenho medo de um dia acordar
e de sozinho continuar a chorar ao luar.

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Traição


Quero rasgar-te os olhos do teu rosto podre…
Matar-te tantas vezes que não existam cemitérios no mundo para te enterrar.
Destruíste-me sem pensar duas vezes…
A minha alma foi um monte de cinzas que espalhaste ao vento…
Implodiste o meu mundo como se fosse um castelo de cartas…

Puta…

Aquele era o nosso lar, ali viviam os nossos filhos…
Tenho nojo de lá entrar, sinto os vossos cheiros no ar…
Quero deitar aquilo abaixo e apagar-te da minha vida…
Pegar fogo à casa e queimar-te a ti e a ele lá dentro…
Matar-te mil vezes e apagar a tua existência da minha memória…

Puta…

Dizes que me amas e me queres,
que tudo foi um erro sem valor e sem sentido,
estavas confusa e perdida, com a mente perturbada,
que ele nada é para ti, um corpo e nada mais…

Puta…

Cada gemido teu, uma facada no meu coração,
Cada grito de prazer teu, um murro no meu rosto,
Cada caricia entre os dois, um pontapé no meu peito,
Cada orgasmo, uma bala na minha cabeça…

Puta…

Espero que morras sozinha,
Espero que te desfaças no vento,
Espero que apodreças no éter,
Espero que sofras o que sofri,
e morras sem nunca mais seres feliz…

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Princesa…

Que me fizeste tu, linda princesa
que me fizeste enlouquecer?
Que me fizeste tu, linda princesa
por quem me apaixonei ao anoitecer…

Que me fazes tu, linda princesa
com esses olhos de mel e esse sorriso de flor?
Que me fazes tu, linda princesa
ao me ensinares a descobrir o amor…

Que me farás tu, linda princesa
quando a luz no fim do túnel me quiser?
Que me farás tu, linda princesa
se levar o teu amor comigo ao morrer…

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Sonhei contigo outra vez

Lá estavas tu, nua e sofrida, sem desejo e dorida,
Procuravas o amor incessante, paixão voraz e inconstante,
Sem mágoas perdias a dor, fugaz sentimentos sem cor,
Querias o amor e sonhavas voar, querias a minha alma e eu sem ta dar…

Sonhei contigo outra vez…

Longe, longe, longe…

Eras um ponto de luz na noite escura e fria, por onde descalça e nua ao longe te via,
Um sarrabisco de giz no quadro negro e sedoso, um grito constante num chorar nervoso,
Eras uma flor que nascia sem cor…
Querias amor e eu sem to dar…

Sonhei contigo outra vez…

Vi-te lá, quase sem te ver…querias mais e eu sem querer…
Eras chuva que molhava o tolo, maquina fotográfica que disparava sem rolo,
Gritavas sem voz num luar sombrio, desejavas o meu toque para afastar o frio,
Querias o meu corpo e eu sem to dar …

Sonhei contigo outra vez …

mas quem te queria era eu…

Publicada em World Art Friends

Deixa-me morrer…


deixa-me só…
prefiro a escuridão molhada das minhas lágrimas à tua luz doentia…

amo-te um amor sem limites,
uma paixão que dilui a minha alma em gotas de sacrifício…

amo-te
sem perceber os limites do teu ser,
sem perceber que és a dor doentia de um luar sem lua,
sem perceber porque que és a imagem que nasce no meu acordar e não morre no meu sereno adormecer,

Mas tu não me deixas morrer…

brincas a desfazer os meus sentimentos como uma criança desfaz uma teia,
sem quereres saber da minha dor, do meu choro, do meu coração…
para ti sou um brinquedo que te distrai …
usas-me, abusas-me …
sou o que te faz feliz por ser teu, todo teu…
quando nada me dás em troca, quando apenas te queria a ti…

Mas tu não me deixas morrer…

destróis a minha alma com os teus risos … gozas com o que sinto …
só queres o prazer que teu dou, desfeito a teus pés …
preciso de ti, vivo por ti … só sou eu quando estou contigo …
choro rios de sangue que desaguam em lagos repletos de desespero…
não consigo mais,

Mas tu não me deixas morrer…

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Para ti…


…meu amor…

Desejos infinitos de cores supremas esvoaçam no meu ser… por ti.

Amores elegantes que golpeiam a minha alma despertam… por ti.

És cor do meu ciume rosa, anseio fugaz de te ter, querer-te… a ti.

Sem mágoas petizes ou dissabores ácidos, és fonte da minha paixão… só tu.

Amor… se minha … tu, só tu, para sermos nós …eternamente nós.

Amo-te…a ti.

G

Publicado em Wolrd Art Friends

não vás


Doi-me o coração.
Uma dor intensa que começa na ultima lagrima que derramei…

desculpa…

não te quis magoar…

Fui eu que nas sombras da escuridão gritei bem alto o teu nome enquanto partias para o infinito…

não vás

não vás

Quero o teu cheiro em mim, o teu suor no meu beijo…

não vás

Mataste-me com a tua morte …

não vás

Porque serei um triste… choro por ti … dá-me um sinal … leva-me para longe da dor …

Porque não consigo morrer…

não vás

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