Prémio Dardos
Partilho convosco mais um momento em que só posso ficar vaidoso e agradecido.A Sophie Gaarder atribuiu-me o prémio “Dardos”.Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.Obrigado Sophie, e recomendo desde já o excepcional blog dela, o Mundos Paralelos. Fantástico blog, com uma visita mais do que obrigatória.
Abafas-me
Abafas-me Não vês que quanto mais me apertas mais eu te escapo pelos dedos… Abafas-me Não vês que já te dei tudo o que tinha …e agora já nada sou do que pequenos medos… Abafas-me Não vês que choro porque já não te sinto e apenas sou lágrimas que fluem sem rumo… Abafas-me Não vês que só me tocas porque sabes que me perdeste e que estou etéreo como fumo… Abafas-me Não vês que nós já não somos nós…eu sou apenas um pouco de eu e tu és muito de ti… tiras-me da alma a cor… Abafas-me Não vês que o amor assim não é amor… apenas é silêncio e dor… Abafas-me Não vês que mais nada sou e apenas um triste vácuo fiquei…. Abafas-me Não vês que já parti e que tudo… mas tudo… te...
Grande satisfação
Caro amigos, serve este post não para apresentar um novo texto, mas sim para vos levar ao conhecimento de que fui um dos escolhidos para uma antologia de poemas, com o poema “Sonhei contigo outra vez”. O mail que recebi foi este:”Boa tarde,Já estão escolhidos os autores e poemas que farão parte do “Maço de Poemas:WAF 2008”.Chegaram-nos mais de 200 poemas de cerca de 80 autores.Foram decisões difíceis dada a quantidade e qualidade dos textos submetidos.Parabéns porque foi seleccionado para integrar o “Livro”.O lançamento do “Maço” será no dia 6 de Dezembro de 2008, pelas 22H, no Real Feytoria, no Porto.”É com bastante alegria que integro esta selecção de poetas e estendo um grande obrigado ao World Art...
Telefonema…
Ela: Estou…Ele: Preciso de ti esta noite…Ela: …Ele: Porque hoje já não vou dormir…Ela: mas…Ele: Quando penso em ti…Ela: …Ele: começo a suar…dás-me febre…Ela: mmm…Ele: Sinto-me sozinho, preciso de ti…Ela: …Ele: tu sabes que sim…anda…Ela: não sei…Ele: Somos iguais, sinto-te quente…Ela: …Ele: Desliza até aqui… sabes o caminho…Ela: mas…Ele: anda dividir o momento, acalmar o calor…Ela: não sei…Ele: Eu já não durmo e tu também não… iguais, tu e eu…Ela: será…Ele: O momento é nosso… espero-te aqui…quente…Ela: quente…Ele: Preciso dos teus toques lânguidos…Ela: mmm…Ele: dos teus movimentos...
A Noite – II
Aquele Pipo só me fode, pensava eu enquanto descia uma calçada íngreme e molhada. Doíam-me a ponta dos pés dos sapatos me apertarem quando estou a descer. Raisparta os sapatinhos de ponta… o meu pai tinha a mania que era finório…era outro cabrão também, isso é que era.A luz dos candeeiros continuava a fazer sobras esquisitas que me fazia estar atento, mesmo quando só pensava nos gajos… Cabrões os dois, era juntá-los e foder-lhes a boca. Aquele Pipo só me leva pra asneirada. Boi de merda, palmou um telemóvel na mudança que fizemos a semana passada mas fui eu a bater com os costados na esquadra a aturar o boi do Sargento Pires. Teve sorte de eu não o bufar, isso é que foi. Não é que merecesse, pois o cabrão já me tinha denunciado quando gamamos um...
Eternidade…
Parece-me uma eternidade desde que escrevi neste blog… já usei as desculpas todas… falta de tempo, um bloqueio, falta de vontade, cansaço, preguiça… A todos os que visitam na busca de uma novidade, as minhas desculpas… tentarei brevemente partilhar algo convosco. Afinal, escrever para mim é um prazer, um escape, uma entrada noutra dimensão… e sou sincero…já não o faço há algum tempo… Pode ser que este seja o mote… Ao que ainda não desistiram, obrigado.
Todo para ti
Chego cansado de uma jornada incessante,O mundo escuro pesa nos meus ombros desanimadosProcuro-te ansioso para um beijo revigoranteNo ar flutuam mil odores perfumadosCheguei… estou aqui.. todo para ti…Esperas por mim, lasciva e quente,Pensamentos pecaminosos, num estado febril,Olhas para mim faminta e ardenteQueres o meu corpo, com sensações mil…Cheguei… todo para ti…Encontro-te num lençol carmimJocosa e desafiante, não olhas para mimO desejo nasce e cresce, num rodopio sem fimTu e eu nus, corpos num frenesimTodo para ti…Uso o teu corpo quente para meu prazerTiras tu de mim o teu orgasmo devidoBeijo-te e toco-te e levo-te a desfalecerEm mim ficas numa comunhão sem sentidoPara ti…
Nu de Espada
Procuras em mim o guerreiro que lês nos teus romancesQueres que seja forte, imortal, belo e sedutorPrecisas que, na tua ilusão, te salve todas a vezesQue em perigo te pões, sem nunca ligares à dorQueres que guarde a tua almaFique de guarda ao teu destinoSempre atento na manhã calmaUm sentinela feroz e felinoNecessitas de mim nu e inocenteCom a armadura da minha purezaSer o teu salvador reluzenteQue te transporta com força e destrezaPois bem, estou sempre aquiNu de espada para tiSerei sempre o teu guerreiro, o teu amadoQue te salvará do teu triste fadoJuntos seremos no infinito apenas umNuma aventura eterna e nuaNão temeremos inimigo algumA minha espada nua será, com amor, tua…
Silencio
Silêncio cruel que me matas o serTer vida sem a terNão falar sem perder o estarSilêncio cruel que cegas o luarSilêncio cruel que me dominaPerturba a alma e me fascinaQuero matar-te com um grito puroSilêncio cruel que crias o coração duroSilêncio cruel que me afundasRecordas-me cicatrizes profundasÉs o pior do meu serSilêncio cruel que sem ti não sei viver
Pelo menos tentamos
Acabou…quando te disse esta palavra chorasteOs teus olhos de cristal cresceram com as lágrimas luzidiasEncostaste ao chão, tremeste e de raiva gritasteGritaste que não me querias ouvir, mas sabias que as palavras não eram friasPodia-te dizer muitas mentiras tolas (…mas não digo)Que a culpa era toda minha e não tua (…e é toda minha)Que ficarei teu amigo (…e tu bem sabes que não fico)Que teria outro amor (…mas sabes que só a ti te tinha)Mas só te disse, sem mentir e sem desencantoAcabou…mas pelo menos tentamosA paixão foi quente e arrebatadora, rápida e sem demoraIludiste-te com a sinceridade da minha calma, com a frágil luz da minha almaCom os meus gestos cuidados e os toques carinhososCom a minha voz colocada e os meus suspiros...
A Noite – Parte I
Continuei pelo passeio sujo, desviando-me das cascas de laranja que tornavam o chão uma armadilha. O ar estava carregado, o que me fazia sentir cansado e sem forças. Meti a mão ao bolso para ver o meu dinheiro. Tirei umas notas amarrotadas…10, 15, 35, 60 euros. “Já dá para a noite”, pensei. Dirigi-me na noite escura para a zona histórica. Sabia que ia estar carregada de turistas e de estudantes bêbados. “Pode ser que dê uma”, murmurei entre um sorriso nos lábios…”até me fazia bem”.Os candeeiros da rua iam alternando a minha sombra. Esta crescia e diminuía conforme avança para o meu objectivo. Ia-me fazendo companhia e distraia-me enquanto não chegava. O meu bafo fazia vapor e estava a ficar com o nariz molhado do...
Agradecimentos atrasados
Caros leitores, amigos e certas e determinadas pessoas que bem sabem quem são…Este é desde já o meu muito comovido agradecimento. Agradeço a força que me deram, a disponibilidade que demonstraram, a felicidade que partilharam comigo.Isto prende-se claro com o resultado do concurso do World Art Friends. Para quem ainda não sabe, fiquei em segundo lugar na votação de Poesia (com o poema vencedor da votação do blog, o “Sonhei contigo outra vez”) e ganhei o concurso de Prosa com o texto “O tempo que nos separa é o tempo que nos une…”.Isto só foi possível graças aos meus amigos que me apoiaram do inicio ao fim, de todas as maneiras possíveis. A vocês, mais uma vez, o meu muito obrigado.Mas isto não fica por aqui. Assim, nos dias 23...
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