Num céu de veludo que existia 

num sitio um pouco distante 

uma lua rosa pequenina e luzidia 

brincava tanto, muito e bastante 

A lua rosa brincava com o mar 

e dançava com as estrelas cadentes 

saltitava a cantarolar pelo ar 

sobre os montes floridos e contentes 

Iluminava os namorados 

a trocar beijos escondidos 

sussurrava aos cansados 

que dormiam descontraídos 

Mas o grande irmão Sol 

já no fim da noitinha 

veio em passo de caracol 

mandar a lua rosa para a caminha 

Não que nanah!”, disse a luazinha, 

já cansada e a bocejar 

Tem de ser, irmãzinha, 

agora sou eu a brincar” 

E juntando as nuvens bem rosadinhas 

numa caminha fofa de algodão 

lá deitou o Sol a maninha 

com um beijinho, uma história e um xi-coração.