Miss You…

Fomos na noite um rodopio de luz dançando na escuridão iluminada pelo desejo éramos sombras, fugazes, longas, transparentes, juntos reinamos na fuga à noite eterna… Éramos noite de luar que não terminava um eterno lusco-fusco de prazeres malditos um jorrar de sorrisos cúmplices e sinceros numa correria etérea pelas nossas ruas sombrias Mas tu partiste… Miss you… Agora és apenas uma voz quente nos meus sonhos que chora, que grita, que clama, que ama… uma voz que me mata, que me afasta, que me domina… és a voz que me enlouquece… Agora és uma sombra que me entristece, a luz fria que não me ilumina, a comida que me envenena, a saudade que me desvaira… Miss you…...

Salvação…

Estou perdido em ti…Perdido nos teus olhos de mel, acesos com o calor que nos rodeia,Desespero quando olhas para mim, fazes-me enlouquecer,Tão perdido, no fundo do nada com uma luz que me encandeia,Sou um medo de te perder e mais nada ter…Estou perdido em ti…Tão profundo, tão escuro, não consigo dormir,Penso em ti, preciso de ti, sem pensar em mim,Estou sem forças, para lutar ou fugir,Deste sonho etéreo, desta batalha sem fim…Estou perdido em ti…Estou cego de amor, numa sala sem luz,Afogo-me no teu carinho, do amor que me enlouquece,Caiu nos teus braços, no teu colo que me seduz,És ardor sem dor, numa teia que o amor tece…Estou perdido em ti…e em ti tudo encontro quando me perco…

Comprimidos…

O quarto é escuro e bolorento…T está encostado junto a um sofá roto, deitado no chão a segurar uma folha de jornal rasgada… olha para a janela suja e fria, por onde a luz dos candeeiros cria sombras fugazes…levanta-se, vagarosamente e fecha a cortina rasgada…um pouco de claridade da lua ainda entra no quarto, iluminando uma pequena mesa com um telefone…T senta-se,pesado, no sofá e pega no telefone…marca, lentamente, um número…T: Tou…sou eu…queria ouvir a tua voz……T: Eu sei…estou bem…não, não me esqueço de tomar os comprimidos……T: Sinto-me só…tenho saudades tuas…quando chegas?…T: Não, não me esqueço de tomar os compridos…gosto de ouvir a tua voz de...

Deixa-me morrer…

deixa-me só…prefiro a escuridão molhada das minhas lágrimas à tua luz doentia…amo-te um amor sem limites,uma paixão que dilui a minha alma em gotas de sacrifício…amo-tesem perceber os limites do teu ser,sem perceber que és a dor doentia de um luar sem lua,sem perceber porque que és a imagem que nasce no meu acordar e não morre no meu sereno adormecer,Mas tu não me deixas morrer…brincas a desfazer os meus sentimentos como uma criança desfaz uma teia,sem quereres saber da minha dor, do meu choro, do meu coração…para ti sou um brinquedo que te distrai …usas-me, abusas-me …sou o que te faz feliz por ser teu, todo teu…quando nada me dás em troca, quando apenas te queria a ti…Mas tu não me deixas...