Ódio
J. senta-se na mesa, puxando a cadeira gasta pelo soalho sujo…à sua frente, folhas de papel e um lápis mal afiado, roído dos nervos.J. pega no lápis, olha para a ponta e, a tremer, começa a escrever…O teu nome em mim ficou gravadoSem nunca ver a tua face verdadeiraRasgar-te esse sorriso perverso e imoralDestruir o teu rosto cruel, e afogar-te no teu felÉs uma falsidade que o mundo não vê, e eu não consigo afastar-teVejo o pecado no que dizes, provocando a dor e amarguraE não sei rezar a Deus por ti, nada de amável me saiNão me acredito que já foste inocente, e agora cresceste nistoNão me acredito que já foste comum, e num demónio te tornasteÉs podre e eu sei que sabes que ésÉs podre e eu sei que sentes o teu sorriso a matarÉs podre e queria por-te um...
Traição
Quero rasgar-te os olhos do teu rosto podre…Matar-te tantas vezes que não existam cemitérios no mundo para te enterrar.Destruíste-me sem pensar duas vezes…A minha alma foi um monte de cinzas que espalhaste ao vento…Implodiste o meu mundo como se fosse um castelo de cartas…Puta…Aquele era o nosso lar, ali viviam os nossos filhos…Tenho nojo de lá entrar, sinto os vossos cheiros no ar…Quero deitar aquilo abaixo e apagar-te da minha vida…Pegar fogo à casa e queimar-te a ti e a ele lá dentro…Matar-te mil vezes e apagar a tua existência da minha memória…Puta…Dizes que me amas e me queres,que tudo foi um erro sem valor e sem sentido,estavas confusa e perdida, com a mente perturbada,que ele nada é para ti,...
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