deixa-me só…
prefiro a escuridão molhada das minhas lágrimas à tua luz doentia…
amo-te um amor sem limites,
uma paixão que dilui a minha alma em gotas de sacrifício…
amo-te
sem perceber os limites do teu ser,
sem perceber que és a dor doentia de um luar sem lua,
sem perceber porque que és a imagem que nasce no meu acordar e não morre no meu sereno adormecer,
Mas tu não me deixas morrer…
brincas a desfazer os meus sentimentos como uma criança desfaz uma teia,
sem quereres saber da minha dor, do meu choro, do meu coração…
para ti sou um brinquedo que te distrai …
usas-me, abusas-me …
sou o que te faz feliz por ser teu, todo teu…
quando nada me dás em troca, quando apenas te queria a ti…
Mas tu não me deixas morrer…
destróis a minha alma com os teus risos … gozas com o que sinto …
só queres o prazer que teu dou, desfeito a teus pés …
preciso de ti, vivo por ti … só sou eu quando estou contigo …
choro rios de sangue que desaguam em lagos repletos de desespero…
não consigo mais,
Mas tu não me deixas morrer…